Relatório da visita de estudo
A visita de estudo tinha como objectivo visitar a Colecção de Arte Contemporânea do Museu Berardo e a Assembleia da Républica, num contexto histórico e cultural. Os objectivos foram cumpridos, mesmo que com um ligeiro atraso para o nosso primeiro destino.
A viagem decorreu cheia de entusiasmo e algum sono, com início às sete e meia da manhã. Foi-nos entregue pelos professores uma brochura com as respectivas informações sobre cada espaço a visitar. Ao chegarmos a Lisboa, já se ouviam os comentários à capital portuguesa sem esquecer os das rivalides entre clubes de futebol, claro!
Ao chegarmos ao Museu Berardo, em Belém, de uma forma organizada entramos nas instalações. Divididos em grupos, bem dirigidos pelos guias do museu, foi explicado o conceito de arte contemporânea e apresentado o máximo possivel de obras, umas mais aceites, outras menos, acabando por exceder-se o tempo previsto para a visita que terminou em beleza com a boa disposição dos guias e o nosso entusiasmo e admiração. Foi interessante perceber a vastidão de temas que a arte pode abordar, a sua abertura e a sua necessidade conceptual!
Após uma hora e meia concedida para almoçarmos e aproveitarmos para respirar o ar lisboeta, deu-se lugar à visita à Assembleia da República. O imponente edificio tinha membros da GNR e da PSP a zelar pela sua segurança, incluíndo um aparelho idêntico àqueles que se encontram nos aeroportos, ou seja, falo dos dectores de metais, de modo a impedir qualquer entrada de objectos considerados perigosos. Divididos em dois grupos e devidamente revistados pela PSP, fomos desde logo acompanhados, pelo respectivo guia, numa visita, que substituiu a assistência a uma reunião plenária. Tivemos, assim, o privilégio não só de visitar o espaço como também de ter recebido uma explicação sobre o seu contexto histórico e as suas funções. Repleto de um luxo que não estamos tão habituados a ver, adornado por obras de arte e outras peças decorativas a que ninguém conseguiu ficar indiferente (sem esquecer os carros BMW!). Além do encanto que cada sala tinha, há que sublinhar que fomos informados de que havia arqueólogos em escavações, no local, devido à descoberta de um novo espaço no antigo convento. Na sala dos Passos Perdidos, a imagem de Alexandre Herculano, patrono da nossa escola, encantou-nos a todos! Na mesma pintura de Columbano Bordalo Pinheiro, estavam também Almeida Garrett, Passos Manuel e José Estêvão de Magalhães.
Em suma, esta visita de estudo, a dois lugares de destaque em Lisboa, foi muito enriquecedora quer a nivel cultural, quer a nivel político, alargando os nossos conhecimentos e formação geral, não só como estudantes, mas também como cidadãos.
André Parreira Mendonça, nº 3, 12ºE
No âmbito da disciplina de História A, as turmas de 12º ano de Línguas e Humanidades tiveram a oportunidade de se deslocar a Lisboa, para visitar o Centro Cultural de Belém e a Assembleia da República.
O percurso foi feito de camioneta. No início da viagem, havia ainda um ambiente calmo, mas à medida que o tempo foi passando o convívio foi-se instalando, o que também proporciona uma visita de estudo mais agradável. Saímos do Porto às 7h30 e a hora de chegada a Lisboa foi aproximadamente às 11h30. Não iríamos chegar tão tarde, mas o motorista foi por um caminho mais demorado, o que até trouxe algumas vantagens. Foi possível observar alguns edifícios de Lisboa, o movimento da cidade e as suas “diferenças” relativamente ao Porto, o que é sempre enriquecedor. Porém, conseguimos, ainda assim, ir visitar a colecção de arte contemporânea do Museu Berardo. Foi uma visita curta, não foi possível ver tudo, no entanto, uma guia acompanhou-nos e explicou-nos diversas obras, que cativaram o olhar de quem estava presente. O Surrealismo, a ilusão de óptica e acima de tudo as mais diversas perspectivas que cada um possui perante a arte, fizeram parte da visita. Penso que nem toda a gente pode gostar do mesmo tipo de arte, mas é impossível ficar indiferente. Tudo aquilo que foi mostrado tinha algo que nos “obrigava” involuntariamente a pensar, mesmo que não quiséssemos. A arte é isso mesmo, uma forma de pensar e de ver o Mundo! A comunidade jovem deveria mesmo começar a interessar-se por este tipo de iniciativas, como visitar museus e tirar partido disso.
Após o almoço, deslocamo-nos para a Assembleia da República, sítio esse que todos conhecem de ver na televisão, onde se discutem todos os assuntos que dizem respeito ao nosso país. Por essa razão foi uma oportunidade única visitar as instalações ocupadas pelos mais diversos deputados e ainda ter acesso a uma informação detalhada do que acontece, onde, quando e por quê. Estivemos na sala onde se reúnem os deputados, apreciamos a decoração do edifício e constatamos como a Assembleia da República se encontra tão bem conservada. Naturalmente que não assistimos a uma sessão plenária, o que nos proporcionou podermos visitar todas as salas mais à vontade.
De salientar que este método de visitar locais de que falamos nas aulas de História, nos quais se discutem assuntos tão decisivos e importantes para o país, motiva os alunos, que à partida se mostram sempre interessados. As visitas de estudo, facilitam o entendimento das diversas matérias, duma forma mais lúdica e facilitam o convívio entre os alunos que nelas participam.
Ana Rita Morais – 12ºD